Barbosa Neto Tem o Mandato Cassado em Londrina

Prefeito era acusado de usar recursos públicos para contratar vigilantes para uma rádio de sua família. Foram mais de 12 horas de sessão na Câmara e 13 vereadores votaram pela cassação

Prefeito Barbosa Neto chegou ao plenário da Câmara por volta das 19h35

Barbosa Neto não é mais prefeito de Londrina. Ele teve o mandato cassado na noite desta segunda (30) depois de 12 horas e meia de sessão. Treze vereadores votaram a favor da cassação. Os vereadores Amauri Cardoso, Antenor Ribeiro, Gérson Araújo, Ivo de Bassi, Jacks Dias, Joel Garcia, Lenir de Assis, Marcos da Horta, Padre Roque, Rony Alves, Roberto Kanashiro, Sandra Graça e Tito Vale votaram a favor. Roberto Fú e Rodrigo Gouvêa votaram contra a cassação. Jairo Tamura e Roberto da Farmácia se abstiveram.

Veja fotos da sessão

Bastidores
Veja como foram os bastidores da sessão de julgamento do prefeito Barbosa Neto pelo blogBaixo Clero
“Quem não ajuda não atrapalha”, diz o substituto José Joaquim Ribeiro
Com a saída de Barbosa Neto, quem assume é o vice-prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC). Os dois romperam relações há um ano após discordarem de um projeto que limita a construção de grandes empreendimentos no centro de Londrina. Ribeiro, a favor da derrubada do projeto, foi desautorizado pelo então prefeito durante uma entrevista coletiva. Depois do incidente, deixou de dar expediente na prefeitura, mas continuou recebendo o salário de R$ 6.499,35. “Quem não ajuda, não atrapalha”, justificou.
Ribeiro chegou a acumular a presidência do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel). Mas deixou o cargo alegando em julho de 2011 por não concordar com a posição de Barbosa. Desde então, o vice-presidente se declarou de oposição.

A defesa de Barbosa Neto foi baseada em documentos que tentaram quebrar as argumentações propostas pela CP da Centronic no relatório final. Ele apresentou documentos e fez um discurso inflamado, interrompido por duas vezes pelas pessoas presentes nas galerias.
Na saída de Barbosa da Câmara, houve empurra-empurra e repórteres que acompanhavam a movimentação foram agredidos por assessores que acompanhavam o prefeito cassado até o carro. O repórter fotográfico Gilberto Abelha, do JL, foi um dos agredidos.
Com a cassação do mandato de Barbosa Neto, o vice-prefeito José Joaquim Ribeiro deve assumir o cargo ainda nesta terça (31). Em entrevista ao repórter Fábio Luporini, do JL, minutos depois da cassação do mandato do prefeito Barbosa Neto (PDT), Ribeiro afirmou que “a cidade não pode parar”.
O vice-prefeito disse que não acompanhou a votação, mas foi avisado do resultado pelos familiares, que assistiam a sessão pela internet. “Digo que me entristeço, porque isso não é bom para a cidade. Não tem vencedor”, afirma. Apesar disso, Ribeiro avaliou como momento de “ansiedade e expectativa” os próximos cinco meses que comandará a prefeitura. “Mas não é um processo natural. Não tive culpa, não forcei [essa situação]”, disse.


Como foi a sessão

Os trabalhos na Câmara dos Vereadores durou mais de 12 horas e foi marcada por muitas interrupções, provocadas pela defesa de Barbosa Neto. Os advogados entraram com diversas ações para tentar suspender a sessão, mas todas foram negadas pela Justiça.

Fonte: Gazeta do Povo de 30/07/2012

Quatro Prefeituráveis do Norte São Vetados

A Justiça Eleitoral indeferiu registro de candidaturas de postulantes às prefeituras de Figueira (Norte Pioneiro), Kaloré, Rosário do Ivaí e Nova Tebas, as três no Norte do Estado. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em todos os casos. Até agora, foram 11 candidatos considerados inelegíveis no Paraná. 

Em Kaloré, o juiz da 70 Zona Eleitoral, João Gustavo Rodrigues Stolsis, considerou inelegível Edmilson Luís Stencel (PDT), atual prefeito da cidade, que disputa a reeleição. Edmilson, segundo a sentença, tem condenações transitadas em julgado por abuso de poder econômico e corrupção eleitoral em campanha anterior. Sua inelegibilidade se estenderia até outubro deste ano. Edmilson elegeu-se prefeito de Kaloré em julho do ano passado, em eleição suplementar. Segue na disputa Amarildo Spadin (PT). 

A Justiça Eleitoral negou ainda registro para Ademar Alves da Silva (PSDB), que disputava a Prefeitura de Rosário do Ivaí. O outro candidato a prefeito em Rosário do Ivaí é Orlando Alves de Almeida (PMDB). Em Figueira, o registro do candidato pelo DEM, Zé Carlos Contiero, também foi negado. Já foram deferidos os registros dos outros dois candidatos em Figueira: Marcílio de Souza (PSD) e Otniel Fernandes (PPS). Em Nova Tebas, a candidatura de Nilo Klhen (PMDB) foi indeferida. A outra postulante à prefeitura é Heloísa Jensen (PRTB). Na Lapa (Região Metropolitana de Curitiba), Casturina Bosch (PSD) está fora da eleição, a menos que consiga reverter a decisão no TRE. São candidatos na cidade Leila Klenk (PT) e Paulo Furiati (PMDB). Em Barbosa Ferraz (Centro-Ocidental), a Justiça considerou inapta Marinalva Carvalho (PSB) e seguem candidatos Edenilson Miliossi (PPS) e Luiz Carlos Angeli (PMDB). 

Vereadores 

Em Londrina, o juiz da 41 Zona Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de dois postulantes à Câmara de Vereadores: Saul Dantas (PSD) e Moisés Trindade (PTdoB). No primeiro caso, o juiz entendeu que a condenação transitada em julgado por moeda falsa em outubro de 2006 esbarra na Lei da Ficha Limpa e, portanto, Saul Dantas está inelegível. Quanto a Moisés Trindade a situação é a mesma, porém, ele foi condenado em 2008 por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As impungações foram feitas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Fonte: FolhaWeb de 28/07/2012

Espera Pelo TRF 6º Completa Uma Década

A proposição de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) já completa uma década. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 544/2002, que prevê a criação de quatro novos TRFs nas cidades de Curitiba, Belo Horizonte, Manaus e Salvador, está à espera da votação no plenário da Câmara dos Deputados, desde 2003. Com a aprovação da PEC, as decisões de segunda instância na Justiça Federal poderiam passar a ser resolvidas mais perto da população e de maneira mais célere.
A proposta já foi aprovada pelo Senado como PEC 29/2001. Na Câmara passou pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e por uma Comissão Especial para apreciação do tema. De acordo com um estudo utilizado pela Frente Parlamentar Mista de Criação dos TRFs na Câmara, desde 1988, quando foram criados os cinco TRFs existentes no Brasil, o número de processos em tramitação aumentou 1.066% e chegou a 1,2 milhão.

Prazo para instalação é obstáculo
A exigência de instalação dos novos tribunais seis meses após a promulgação da PEC 544/2002, prevista no próprio texto da proposta, é apontada como um tópico que poderia dificultar a aprovação dos novos Tribunais Regionais Federais (TRFs).
“Estamos dispostos a mudar o texto, e prever uma implantação gradual”, observa o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), coordenador da Frente Parlamentar Mista de Criação dos TRFs, na Câmara.
Uma mudança como esta tonaria necessário que o texto voltasse ao Senado, casa onde o projeto teve origem. Isso poderia tornar ainda mais demorada a aprovação do projeto que já está tramitando há dez anos.
O senador Sérgio de Souza (PMDB-PR), coordenador no Senado da Frente Parlamentar Mista para instalação dos TRFs, sustenta que não é preciso mudar o texto, basta construir a interpretação da emenda levando em conta que seis meses podem não ser suficientes nem para a realização de um concurso.
Com a exclusão ou com uma nova interpretação deste item da PEC, há esperanças de que a matéria entre em votação em breve. Mas ainda há ceticismo de algumas partes. “Imaginávamos que com a retirada deste dispositivo, a PEC tramitaria e seria aprovada. Mas percebemos que ainda persistem alguns entraves que inibem a tramitação, como pressão dos estados que ficarão sozinhos. Também é possível que haja alguma tendência orçamentária que governo não tenha se disposto a patrocinar para colocar em pauta”, diz o juiz federal paranaense, Anderson Furlan, que é um dos autores da nota técnica utilizada pela Frente Parlamentar
Mais uma PEC
Diante da possibilidade de que os tribunais sejam construídos um de cada vez, o senador Sérgio de Souza está colhendo assinaturas para a criação de uma PEC que trate exclusivamente da criação do tribunal do Paraná. Mas ele enfatiza que essa nova proposta teria muito mais função de pressionar para que a PEC 544/2002 seja aprovada.
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O Paraná precisa de um Tribunal Regional Federal sediado no estado? Por quê? Qual a viabilidade deste projeto?
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Princípios do artigo 5º da Constituição, como o da celeridade processual, do acesso à Justiça e da ampla defesa são evocados como argumentos para que os tribunais estejam mais perto e acessíveis à população, segundo o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que coordena a Frente Parlamentar Mista de Criação dos TRFs na Câmara.
No Paraná, por exemplo, quando um cidadão apresenta um recurso à Justiça Federal, o processo vai para Porto Alegre, no TRF da 4ª Região. É preciso que as partes gastem com deslocamento dos advogados ou tenham de custear a contratação de outros profissionais no Rio Grande do Sul.
Há casos em que a distância é ainda maior, como ocorre para a população do interior da Amazônia que precisa ir ao Tribunal da 1ª Região, em Brasília. O doutor em administração Mario Procopiuck, um dos autores da nota técnica sobre a criação dos novos tribunais, considera questionável a eficácia de decisões sobre temas ambientais que levam 10 ou 15 anos para sair.
A nota técnica aponta, ainda, que, se a média de demanda e a estrutura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região continuar como está, jamais será possível aos desembargadores julgar os processos no mesmo ano de distribuição.
O senador Sérgio de Souza (PMDB-PR), coordenador no Senado da Frente Parlamentar Mista, explica que as tramitações das PECs são muito morosas, especialmente em casos como este, que trata de interesses regionais e não nacionais.
Vontade Política
No Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, aprovado no Congresso Nacional em dezembro do ano passado, foram previstos R$ 300 milhões para a construção de quatro prédios dos novos TRFs . O valor não seria suficiente, mas é considerado uma “janela orçamentária” para que nos próximos anos mais recursos para estes tribunais sejam incluídos no orçamento.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, em entrevista ao Caderno Justiça & Direito diz considerar que não se pode pensar em tribunais sem levar em conta os recursos para a construção deles. O tribunal de Brasília, por exemplo, que está sendo construído, tem um orçamento inicial de R$ 500 milhões. “Este orçamento [de R$ 300 milhões] não tem a menor condição de atender a PEC 544”, diz o ministro.
O presidente da seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lúcio Glomb, ressalta que há uma rivalidade regional e uma suposta oposição dos gaúchos à criação de um tribunal no Paraná. “No nosso caso, sempre militaram contra nós os interesses do Rio Grande do Sul, sempre os ministros do STJ que eram gaúchos se posicionaram contra. O atual presidente, Ari Pargendler, que é gaúcho, em nenhum momento demonstrou esforço para a criação destes tribunais.”
Pargendler relembra que quando foram criados os TRFs, em 1988, a demanda no Rio Grande do Sul era bem maior que a do Paraná. Hoje, a quantidade de processos é quase igual e o ministro considera justa a reivindicação do Paraná. Por outro lado, ele diz que se fosse criado o Tribunal da 6ª região de Curitiba, que iria abranger também Santa Catarina, o TRF de Porto Alegre ficaria superdimensionado. “Seria, uma estrutura de quase mil funcionários para atender um estado só, ou seja, um desperdício brutal do dinheiro público” .
O presidente da OAB-PR afirma, ainda, que o, também gaúcho, presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT) disse-lhe pessoalmente que só colocaria a matéria em pauta se houvesse uma determinação do Governo Federal.
A assessoria de Maia declarou que nenhuma votação depende da vontade do presidente da Câmara e para que um assunto entre em pauta é necessário um acordo com as lideranças políticas.

Conselho quer aumentar desembargadores
A alternativa para a sobrecarga dos tribunais federais na concepção do Conselho da Justiça Federal (CFJ) é a criação de 144 novos cargos de desembargadores para os cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs) já existentes no Brasil. Um anteprojeto com esta proposta foi aprovado pelo Conselho em setembro do ano passado e deve ser encaminhado para o Congresso Nacional, após passar pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Para a Frente Parlamentar que defende os novos TRFs, apesar de o CFJ ter declarado em diversas ocasiões que não haveria recursos para a criação de novos tribunais, a proposta de ampliação de cargos também se mostra onerosa. A nota técnica apresentada pela Frente Parlamentar sobre a criação dos novos tribunais faz um comparativo entre o anteprojeto do CJF e a PEC 544/2002, que prevê a criação de novos tribunais (6ª, 7ª, 8ª e 9ª região).
A conclusão é que, além dos 144 novos desembargadores, seria necessário criar 2.888 novas vagas de servidores. Com o preenchimento gradual dos cargos nos gabinetes dos novos desembargadores, os gastos com remuneração atingiriam, em 2016, o valor de R$ 411,7 milhões por ano. Também haveria necessidade de ampliação física dos tribunais para receber os novos funcionários.
Os defensores dos novos TRFs argumentam que seria possível criar os novos tribunais com custos menores. A previsão é que 60 cargos de desembargadores seriam suficientes, cujas remunerações, somadas às dos servidores, totalizariam R$ 383,1 milhões de custos anuais. Além disso, os governos dos estados e prefeituras das cidades que receberiam os novos tribunais se comprometeram a ceder terrenos para a construção das novas sedes.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, explica que a questão não seria apenas financeira, mas também político-administrativa. “Não queremos e não podemos reproduzir modelo da Justiça do Trabalho em que cada estado tem um Tribunal Regional do Trabalho. As causas da Justiça Federal têm outra dimensão, normalmente dizem respeito à previdência social, imposto de renda, decisões que atingem um número muito grande de pessoas.”
Segundo o ministro, se houver 26 decisões diferentes sobre um mesmo tema, surgirá uma situação muito difícil e levará algum tempo até que o STJ possa dirimir uma divergência tão grande.

Novo Movimento Quer Combater a Corrupção

ENTREVISTA

Jairo Cruz Moreira, Promotor de Justiça

O Movimento Paraná sem Corrupção foi lançado pelo Ministério Público (MP) ontem. Segundo o promotor Jairo Cruz Moreira, coordenador nacional da campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”, um dos principais objetivos é aproximar o cidadão do MP. A iniciativa estadual faz parte de uma parceria entre o MP, a Secretaria de Estado da Educação e o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM). Em entrevista à Gazeta do Povo, Moreira explicou quais serão as ações e como vai funcionar o movimento no estado.
Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

Atividades
Primeiras palestras acontecem em escolas no mês de agosto
As primeiras atividades do movimento começam a ser desenvolvidas em agosto e setembro, com palestras. Os promotores que se disponibilizarem a participar da campanha irão até as escolas com o objetivo de promover debates com os alunos a partir de 16 anos, professores e diretores das escolas públicas. De acordo com Jairo Cruz Moreira, o objetivo é conscientizar a população a aderir a uma cultura participativa baseada em valores éticos. A expectativa a curto prazo é reverter as discussões em votos conscientes para as eleições municipais deste ano.
Como surgiu a iniciati­­­va e qual é a principal proposta?
A campanha foi abraçada, em 2008, pelo Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais, que é formado pelos chefes dos Ministérios Públicos no Brasil. Em cada  estado há um coordenador do movimento. E os pontos fundamentais da iniciativa são firmar o MP como órgão de encaminhamento de denúncias, investigação e processamento de medidas judiciais em relação a corruptos e corruptores e aproximar a instituição da sociedade.
O movimento se baseou em outras iniciativas nacionais?
Na nossa campanha elegemos como tema do ano o “voto consciente”. É importante por estarmos prestes a agir nos municípios [em ano de eleição].
Qual o plano de trabalho do movimento?
Primeiro é aumentar a participação dos promotores nesse movimento, independente do campo de atribuição. Outra meta é o incremento de parcerias; e, ainda, ações uniformes que divulgam o movimento por todo Brasil.
O movimento pretende atingir qual faixa etária. Vai atuar só em anos de eleição?
Pretendemos falar com pessoas acima de 16 anos, [possíveis] votantes. Serão 2,5 mil escolas, atingindo 1,3 milhão de estudantes. O movimento é perene.
Como funcionará nas escolas?
Os promotores irão falar com alunos, diretores, professores. Alguns locais estão desenvolvendo até concursos de frases, como ocorreu em Uberaba (MG), em que dez mil alunos participaram da atividade. Vai muito da peculiaridade e da fertilidade das parcerias locais.
Por que as escolas são os primeiros alvos do movimento?
Porque partindo das escolas há uma tendência de que o movimento seja agregado aos jovens, que possibilitam grandes mudanças na mentalidade e na prática cultural, fomentando a cidadania efetiva.
O que poderia ser feito para a população se envolver com a iniciativa?
Além de fiscalizar e participar, essa campanha parte de pequenas ações. Levar vantagens em determinados momentos, como não devolver o troco, falsificar o ponto no trabalho, furar fila. Não se deve banalizar as pequenas atitudes que podem corresponder aos desvios de amanhã. É dar poder ao cidadão e chamá-lo para a reflexão de se fazer o controle social.
E como motivar as pessoas a combaterem a corrupção?
Isso depende de conscientização. A corrupção gera uma perda do PIB brasileiro de 3% a 5% e, quando se trata desse assunto, estamos preocupados com as gerações futuras, para quem nós vamos deixar o planeta. Por isso, o movimento vem sendo divulgado nas redes sociais e no site oficial, o que irá facilitar o encaminhamento de denúncias.
O movimento irá alcançar outros setores?
Sim, por exemplo, temos parcerias com a Controladoria-Geral da União (CGU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Observatório da Corrupção. O objetivo é formar uma rede de parceiros para que o movimento se legitime.
E as atividades em longo prazo?
A proposta é combater a corrupção nas eleições [deste ano]. E, para os próximos anos, desenvolver valores éticos e de cultura participativa, além de controlar escândalos que podem acontecer . O MP deve receber denuncias, investigar, oferecer ações penais. É trazer o cidadão para uma instituição incumbida de defender seus interesses.


Fonte: Gazeta do Povo de 21/07/2012