Por JOÃO LUIZ REGIANI
Basta acompanhar um pouco os noticiários diários das televisões, rádios, jornais e internet para se constatar que a nossa sociedade há anos vem vivendo um verdadeiro estado de guerra surda, mas com gritantes saldos anuais de mortes, desgraças familiares e pessoais, causadas pelo envolvimento com o tráfico de drogas, a dependência química e a falta de oportunidades de inserção dos cidadãos no mercado de trabalho.
Basicamente, em razão da falta de políticas sociais criativas, suficientes e eficientes neste sentido, é que estamos assistindo o espetáculo de horror que se tornou a vida dos jovens e adolescentes, principalmente nas periferias das cidades de médio e grande porte, onde que as populações destas faixas etárias vem sendo dizimada em nosso país, com índices equivalentes a de uma guerra bélica que não pode mais ser ignorada, não somente pela sociedade organizada, mas especialmente pela nossa classe política, sob pena da continuidade da conivência odiosa destes com esta situação caótica.
Apesar destes fatores ocorrerem indistintamente em todas as faixas etárias, contudo é na adolescência e juventude que estes vem se demonstrando mais devastadores por diversos motivos, dentre os quais, e que se constitui no motivo de maior relevância, pela falta de criatividade dos nossos governantes – em todos os níveis – na criação de políticas públicas inteligentes, versáteis e alternativas, visando a criação de círculos virtuosos que proporcionem possibilidades de democratização, acessibilidade e preparação – conforme o caso – dos adolescentes e jovens ao mercado de trabalho, ao empreendedorismo e à qualidade de vida.
Basicamente, em razão da falta de políticas sociais criativas, suficientes e eficientes neste sentido, é que estamos assistindo o espetáculo de horror que se tornou a vida dos jovens e adolescentes, principalmente nas periferias das cidades de médio e grande porte, onde que as populações destas faixas etárias vem sendo dizimada em nosso país, com índices equivalentes a de uma guerra bélica que não pode mais ser ignorada, não somente pela sociedade organizada, mas especialmente pela nossa classe política, sob pena da continuidade da conivência odiosa destes com esta situação caótica.
Nossos governantes precisam se conscientizar de que há a urgente necessidade de pararem de guerrear em disputas partidárias e do poder pelo poder, a fim de guerrearem ombro a ombro com a sociedade contra as dificuldades, naturalmente existentes, à criação de planos e programas de governos inclusivos e que se prestem a fomentar oportunidades econômico-sociais aos adolecentes e jovens, o que, via de consequência, acabará por atingir positiva e virtuosamente os concidadãos das demais faixas etárias, que também se encontrem excluídos do acesso a direitos sociais básicos, previstos constitucionalemente de modo falacioso.
Certamente a denominada “conscientização” da classe política não ocorrerá baseada no voluntarismo e altruísmo dos homens que a compõem, mas, sim, pelo debate político a ser mantido constantemente com a sociedade sobre as suas demandas, com o aperfeiçoamento do sistema judiciário e punitivo do país, a fim de que seja cessado ou, ao menos, diminuído sensivelmente o grau de impunidade que graça na Nação, e, especialmente, com a conscientização dos eleitores sobre a importância do voto e as implicações nefastas à sociedade que este traz ao ser dado pelo eleitor tomando por base “critérios” meramente individualistas ou superficiais.
Que o debate sócio-político embasado nas demandas sociais e na necessidade da elaboração de políticas públicas que tenham por objetivo o efetivo atendimento destas entre definitivamente na pauta permanente da sociedade brasileira.
