Relator Adia Para Terça-feira Parecer da MP do Código Florestal

Com ou sem entendimento entre governo federal e a bancada ruralista do Congresso, especialmente na Câmara, o relator da Medida Provisória do  Código Florestal (MP 571/2012), senador Luiz Henrique (PMDB-SC), apresentará na terça-feira (10) seu parecer na comissão especial do Congresso que analisa a admissibilidade da matéria.


A falta de acordo com ruralistas, que reivindicam mudanças no texto preparado pelo relator, fez com que o governo pedisse um prazo a Luiz Henrique para que seu parecer fosse reavaliado pelos ministros envolvidos. O comunicado foi feito pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, após reunião na manhã desta segunda-feira (9) entre a presidenta Dilma Rousseff e ministros.



“O governo quer, ainda, analisar com os próprios ministros esses textos [as mudanças propostas pelo Congresso à MP], para que possa dizer se concorda ou não”, disse o senador. Luiz Henrique destacou que a elaboração do parecer que apresentaria na reunião, anteriormente prevista para hoje, contou com a participação de técnicos  da Casa Civil da Presidência; da Secretaria de Relações Institucionais; do Meio Ambiente; da Agricultura; do Desenvolvimento Agrária e das Cidades.
No seu parecer, Luiz Henrique previa a preservação de 20 metros de área ripária (matas ciliares) em rios com mais de 10 metros de largura para propriedades entre 4 e 10 módulos. A bancada ruralista quer reduzir essa área para 15 metros.
Luiz Henrique disse que, a princípio, está mantido em seu parecer o gatilho que prevê a preservação dos 20 metros de matas ciliares desde que não ultrapasse 25% do tamanho da propriedade que tiver entre 4 e 10 módulos fiscais. Esse é um ponto sobre o qual, segundo o relator, também não há acordo. “Vamos aplainar isso até amanhã”.
Outro ponto de discórdia entre ambientalistas, ruralistas e governo diz respeito à recuperação de áreas degradadas no setor urbano. No seu texto, Luiz Henrique manteve a prerrogativa das prefeituras, com base no plano diretor e na lei de uso do solo, estabelecerem a forma como será feita essa recuperação.
O senador ressaltou, no entanto, ter colocado “três travas” para evitar o “liberou geral nas cidades”. Segundo o relator, os prefeitos terão que submeter suas propostas ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obedecer a critérios estabelecidos no Estatuto das Cidades e, também, no Plano Nacional de Defesa Civil.
Também está pendente acordo sobre o tempo necessário para o pousio (descanso da terra). Enquanto alguns parlamentares defendem o pousio de dez anos, outros querem reduzir para cinco anos com a utilização de 25% dessas terras.


Fonte: Agência Brasil, em 09/07/2012



CARGA TRIBUTÁRIA: Impostômetro Atingirá R$ 800 Bilhões Nesta Quarta-feira


A soma de impostos federais, estaduais e municipais calculada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pagos desde o início deste ano deve atingir nesta quarta-feira a marca de R$ 800 bilhões. No ano passado essa marca foi atingida mais tarde, em 22 de julho.
A ACSP lembra que em 2005, ano em que o Impostômetro foi lançado, o dia 11 de julho apontava uma soma de R$ 380 bilhões arrecadada no ano, o que configura aumento de 210% em termos ajustados no período comparado, disse a Associação.
Para o presidente ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, a tendência é que no final de 2012 a arrecadação do total de impostos do País alcance R$ 1,6 trilhão. “É um valor alto demais para um País que ainda precisa melhorar muito a qualidade dos serviços públicos”, ponderou o dirigente.


Fonte: Agência Estado