Procon de Maringá Vai Avaliar Telefonia Móvel

Fábio Linjardi

O Procon pretende dar início, nos próximos dias, uma inspeção na qualidade do sinal da telefonia móvel em Maringá. O objetivo é repassar o resultado para a CPI da Telefonia Móvel, da Assembleia Legislativa, que verifica os serviços prestados pelas operadoras.

As regiões onde o celular não pega levam o nome técnico de áreas de sombra. Maringá tem seus pontos escuros. Um deles é o Jardim Três Lagoas, na zona norte. O bairro fica nos fundos do Conjunto Ney Braga, após o Contorno Norte.

Liberado para construção há 4 anos, hoje o bairro tem dezenas de construções de casas em andamento, centenas de moradores instalados, mas a comunicação é precária: não há cabeamento de linhas telefônicas e o sinal de celular não alcança os pontos mais baixos. “Em casa eu fico incomunicável”, diz o eletricista industrial Maurício Fominski.

SETOR

114
torres de telefonia móvel
estão instaladas na cidade

34
é o número de torres da
TIM (maior de Maringá)

4
operadoras atuam em
Maringá: Claro, Oi, TIM e
Vivo

Ele já ligou para as operadoras de telefonia fixa, mas não há previsão de quando os cabos vão chegar na região. Sem telefone fixo, muito menos internet, resta o celular. Mas as ligações requerem um exercício: “Preciso andar uns cem metros aí para as ruas de cima se quiser fazer uma ligação.”
A primeira reunião para discutir a metodologia do estudo foi realizada ontem, entre o diretor do Procon de Maringá, João Luiz Regiani, e técnicos da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
Ficou definido de os técnicos buscarem informações sobre qual a tecnologia mais adequada. “Existe a tecnologia, disponível até na internet, para testar a qualidade do 3G do celular. Mas para avaliar o sinal comum ainda teremos que ver como será feito”, disse Rodolfo Zanardi Loiola, supervisor regional da Celepar.
Regiani afirmou que dessa vez não pretende autuar as operadoras com base nas falhas apontadas. Isso porque a expectativa é que a pesquisa realizada em Maringá sirva para resolver não só um problema local, mas em todo o Estado. “Encaminhando o que levantarmos aqui para a CPI, o material chegará ao Ministério Público Estadual. Acreditamos que vamos contribuir”, diz.

Fonte: `site` do jornal O Diário do Norte do Paraná, acessado em 15/06/2013.

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