BANCOS ABUSAM DOS CONSUMIDORES NA CRISE DA PANDEMIA

Já falamos há alguns dias sobre o anúncio feito pela Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) em relação à disposição dos cinco maiores bancos do país a um programa de prorrogação das parcelas de financiamentos de pessoas físicas e jurídicas, bem como de financiamentos habitacionais, em virtude dos efeitos imediatos e arrasadores nas finanças das pessoas e das empresas ocasionados pela pandemia do novo coronavírus.

Os bancos que se dispuseram a prorrogar voluntariamente os financiamentos são: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e Itaú-Unibanco. 

Passados alguns dias deste anúncio até agora o que se vê são muitas reclamações dos clientes-consumidores destes 5 bancos, que em muitos casos não estão conseguindo fazer com que os  canais digitais oferecidos por estes bancos lhes atenda e, em outros casos, muitas reclamações sobre as condições abusivas impostas por estes bancos para conceder a anunciada prorrogação.

Não bastasse isso, os bancos ao invés de se restringirem a oferecer aos seus clientes-consumidores a possibilidade da suspensão das parcelas iniciais, remetendo os seus pagamentos para o final do financiamento e diluindo o pagamento dos encargos moratórios para o decorrer do financiamento, como está sendo feito pela Caixa Econômica Federal, único banco que está adotando este critério lúcido, os demais bancos estão se aproveitando da situação para impor a repactuação integral dos contratos de financiamentos como condição para supostamente prorrogarem os pagamentos das próximas parcelas dos financiamentos, com incorporação das parcelas prorrogadas ao saldo em aberto e com juros e encargos contratuais diferentes e menos favoráveis aos consumidores do que aqueles previstos no contrato original.

Na verdade, com excessão da Caixa Econômica Federal, os demais bancos estão mascarando novas contratações de financiamentos, que desfavorecem amplamente os consumidores num momento de aperto da crise econômica, como se fossem concessões bondosas de prorrogação nos pagamentos dos financiamentos e dos empréstimos pessoais.

Situação gravíssima que se presta a trazer prejuízos incalculáveis à economia popular e às finanças pessoais dos consumidores brasileiro que deveria ser objeto de interferência imediata do Banco Central que é órgão federal responsável pelo regular funcionamento do mercado financeiro nacional.

A dica que dou a você consumidor que está me ouvindo neste momento e que eventualmente esteja sendo constrangido pela sua instituição financeira com a imposição de abusiva repactuação contratual como condição para que lhe seja prorrogado o pagamento das parcelas do seu crédito pessoal, é para você denunciar tal situação ao Banco Central (link abaixo) por do seu site na internet, bem como escrever por e-mail para os 3 senadores e deputados federais que representam o Paraná em Brasília para também tomarem medidas junto ao Banco Central a fim de se combater tais abusividades.

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