Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) a qualidade das informações dos sites de e-commerce no Brasil está abaixo do aceitável. Um estudo que analisou 5.474.507 de páginas de produtos em 118 sites no Brasil, nos Estados Unidos e na América Latina, atribuiu ao varejo on-line brasileiro nota 4, quando o aceitável seria a partir de 6. Segundo o levantamento, 96% dos sites nacionais não oferecem uma boa experiência de compra.
O grande desafio do comércio eletrônico brasileiro é melhorar a experiência do usuário no quesito de avaliações e comentários dos produtos que ajudam o consumidor a fazer uma escolha mais informada.
O relatório da E-commerce Quality Index de 2019 mostra que apenas 7% dos produtos à venda têm comentários e uma média superior a quatro estrelas, o que os classifica como bons. Além disso, apenas 34% dos itens têm três ou mais imagens cadastradas, o que é essencial para uma avaliação, já que o consumidor não tem a opção de conferir a mercadoria no ambiente físico.
A descrição dos produtos também é falha. O ideal é que tenha, no mínimo, 300 palavras, o que não é observado pelas lojas virtuais brasileiras.
Entre os maiores segmentos de venda on-line, os piores resultados foram os de marketplaces (modelo no qual uma loja on-line reúne diversos fornecedores em um só site), de saúde e beleza e de produtos de alto giro (como os de mercados).
Destas constatações resultantes do estudo realizado se conclui que há a necessidade de ser melhorada a experiência do consumidor brasileiro com o comércio virtual e isto passa necessariamente por uma ação mais contundente da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (SENACON) nesta área, inclusive sugerindo ao governo federal projetos de leis que aperfeiçoem o sistema de defesa e proteção dos consumidores no mercado virtual.
