O governo Federal e o Banco Central vem tomando medidas para combater a crise econômica resultante da pandemia do novo coronavírus.
O abastecimento financeiro aos bancos, autorizado pelo Banco Central neste período de crise econômica com recursos advindos do Tesouro Nacional, faz parte destas medidas e tem por objetivo de fazer com que, por meios dos bancos, circule mais dinheiro na economia. Tais recursos em fundos de mais de R$ 1 trilhão foram direcionados aos bancos para que estes façam circular mais dinheiro na economia, em forma de concessão de crédito aos clientes bancários, em condições especiais e juros baixos.
No entanto, apesar do Sistema Financeiro Nacional se encontrar robustamente abastecido por dinheiro público do Tesouro, os bancos, contrariando os objetivos almejados pelos regramentos do Banco Central para a sua liberação, vem endurecendo nas negociações com os seus clientes, impondo-lhes dificuldades para acessar o crédito ou renegociações de dívidas em condições desfavoráveis aos consumidores bancários.
O abastecimento financeiro autorizado pelo Banco Central aos bancos está represado nos caixas destes, sem a devida circulação dos recursos na economia nacional e sem acesso por parte de quem deles necessita para o saneamento das suas finanças pessoais ou empresariais neste momento.
Em outras palavras, está havendo a perda de finalidade nas medidas tomadas pelo governo federal para aquecer a economia do país, o que pode agravar ainda mais a situação geral da econômica nacional com o agravamento do colapso financeiro das empresas e pessoas físicas efetuadas pela crise.
O Banco Central precisa intervir urgentemente neste cenário adotando medidas duras a fim de que os bancos cumpram com sua parte e estes recursos cheguem à ponta final da economia nacional e, assim, possamos ter mais fôlego econômico para vencermos a crise.
