A CONTA DA PANDEMIA TERÁ QUE SER PAGA PELA SOCIEDADE

*** Por João Luiz Agner Regiani

Vocês certamente já perceberam que com os efeitos econômicos da pandemia toda a sociedade pagará a conta dos auxílios emergenciais que estão sendo concedidos pelo governo  às pessoas, às empresas, aos estados, ao sistema financeiro, enfim, todos os auxílios que vem sendo anunciados pelo governo federal saem de algum lugar, não caem gratuitamente do céu. Saem justamente do bolso do cidadão que paga impostos.

Portanto, após a pandemia a sociedade brasileira terá uma conta muito salgada ainda a ser paga, além do custo em forma de desempregos e eliminação das fontes de rendimentos de milhares de pessoas que a pandemia causará.

Temos visto diariamente no noticiário que especialmente os trabalhadores formais, informais e empreendedores já estão sendo os primeiros a sofrerem os efeitos financeiros danosos da pandemia e darem a sua parcela de sacrifício.

Após a pandemia certamente será necessário o Governo Federal e o Congresso Nacional criarem uma pauta harmônica de reformas, de efeitos econômicos, a fim de ajudar a recuperar a economia que ficará devastada. Neste contexto, categorias que por enquanto estão se vendo imunes aos efeitos da crise terão que ser chamadas a “contribuir” com a recuperação das contas públicas. Exemplificativamente algumas delas serão os servidores públicos federais, estaduais e o Poder Judiciário, que provavelmente haverão de ter seus vencimentos reduzidos a fim de contribuirem com a redução dos gastos públicos e diversos seguimentos de mercado de abrangência coletiva ou difusa, como os bancos, as operadoras de saúde, as operadoras de telefonia, dentre outros.

Especificamente em relação a estes seguimentos mencionados, o governo federal, passada a pandemia, deverá mediar formas deles contribuirem com a sociedade. Os bancos, arrecadadores contumazes de lucros bilionários, mediante a diminuição das suas margens de lucros absurdas nas operações de concessão de crédito; as operadoras de telefonia, mediante a criação de um estudo jurídico de ética e punitivo que não lhes permita mais obter os lucros que obtém por meio de fraudes e rapinagens financeiras contra os consumidores, e as operadoras de plano de saúde dando as suas parcelas de contribuições com a sociedade a fim de retribuirem os pacotes financeiros do governo federal que estão recebendo agora, no transcorrer da pandemia, que já ultrapassam à casa do R$ 5 bilhões.

É justo que toda a sociedade pague a conta em razão dos reflexos econômicos negativos que a pandemia já está a causar na economia do país e que se agravará no período pós pandemia. No entanto, só não é justo e precisamos ficar de olho para que não aconteça, de alguns ficarem das divisão do pagamento desta grande conta nacional.

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