CAIXA ECONÔMICA VAI AMPLIAR O PAUSAMENTO HABITACIONAL

Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, disse em primeira mão ao InfoMoney que a pausa no pagamento das prestações dos financiamentos imobiliários contraídos no banco, válida atualmente por quatro meses, será ampliada.

“Posso falar aqui em primeira mão. São 2,4 milhões de famílias que têm a pausa no crédito imobiliário e vamos ampliar, sim, mas eu vou anunciar isso organizadamente. […] Já foi aprovado internamente, a gente vai fazer um anúncio em detalhe, mas será ampliada a pausa”, disse Guimarães ao InfoMoney em entrevista ao vivo realizada na manhã desta terça-feira (21).

Inicialmente, a suspensão no pagamento das parcelas do financiamento valia por dois meses, depois foi estendida para três meses, quatro meses e, agora, o presidente da Caixa disse que que o banco fará um anúncio para detalhar a nova extensão do prazo.

“O que é importante: a gente tem que fazer também a saída dessas pausas, então nós vamos anunciar exatamente essa sensibilidade. Temos um plano para o cliente voltar a pagar – até porque nós, aqui na Caixa, acreditamos que a queda do PIB vai ser muito inferior ao que eu li em qualquer jornal. [Quanto?] Menos de 3% e olhe lá”, afirmou Guimarães.

Ao ser confrontado com outras estimativas mais pessimistas, como a do Fundo Monetário Internacional, que prevê queda de 9,1% para o PIB do Brasil em 2020, Guimarães disse que a Caixa nunca esteve tão forte e nunca teve uma demanda tão alta nos seus 159 anos de existência.

“Os segmentos que nós temos foco, como imobiliário e infraestrutura, estão indo muito bem – nós não somos muito fortes nessa parte das grandes empresas e serviços, que certamente estão sofrendo mais. Então, do ponto de vista da Caixa, nós já retomamos muito forte e os indicadores que estamos vendo viajando o Brasil inteiro são de retomada”, disse Guimarães,

Ele acrescentou que nos meses de janeiro e fevereiro deste ano a demanda por crédito foi 20% superior à dos mesmos meses do ano passado e prosseguiu dizendo que “março foi um mês ruim, abril foi terrível, maio muito ruim, mas a partir de junho foi muito forte e julho está mais forte que junho”.

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