
*** Por João Luiz Agner Regiani
No curso da nossa atuação profissional dialogamos bastante com os empreendedores e os setores financeiros das suas empresas, a fim de realizar a análise do perfil econômico-financeiro dos seus negócios.
Este tipo de análise é de suma importância para se saber sobre a capacidade de endividamento, geração de caixa, dentre outros aspectos econômicos e contábeis das empresas que são importantes para a verificação das suas aptidões para a tomada de crédito no mercado financeiro.
Sabemos que no mercado financeiro existem bancos mistos, de perfil concomitante comercial e de fomento (por exemplo, Banco do Brasil), que oferecem linhas de financiamentos para capital de giro, aquisição de equipamentos, crédito agrícola, etc, tal como também disponibilizam os bancos exclusivamente de fomento, como o BRDE, Fomento Paraná e o BNDES.
No entanto, quando constatamos o método de amortização, custos dos financiamentos e a imposição de “venda casada” de produtos bancários (seguros, previdência privada, etc) utilizados pelos referidos bancos mistos, comparativamente com os menores custos e melhores métodos utilizados pelos bancos exclusivamente de fomento, chegamos à fácil conclusão de que, quando é possível, devemos indicar à empresa a busca por fontes de recursos para a execução dos seus projetos e custeios junto aos bancos exclusivamente de fomento (BRDE, BNDES e Fomento Paraná), os quais não são vorazes na busca por lucros sobre as suas operações financeiras e efetivamente se preocupam em não exaurir a capacidade financeira das empresas.
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