
Em 2021, ano em que se prevê mais um recorde de produção de grãos no Brasil, o déficit de capacidade de armazenagem estática deve ultrapassar a barreira das 100 milhões de toneladas.
A estimativa é da consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio, que já aponta um déficit neste ano de 87,4 milhões de toneladas, ou seja, o país tem capacidade de armazenar 170,1 milhões de toneladas, mas a safra 2019/20 deve fechar com 257,5 milhões de toneladas.
O cálculo para o próximo ano é feito levando-se em conta uma safra estimada de 277 milhões de toneladas e um crescimento de 4,2 milhões de toneladas na capacidade.
Carlos Cogo, diretor da consultoria, diz que a paridade entre capacidade estática e produção de grãos era equilibrada historicamente, mas se descolou a partir de 2010. Desde então, a produção cresceu a uma taxa de 5,1% ao ano, e a armazenagem teve alta de apenas 1,9% ao ano.
“Já temos um gargalo. O aumento de produção faz com que, mesmo escoando as safras rapidamente, quando o milho é colhido os silos ainda estão cheios de soja. O resultado são as imagens que vemos quase todos os anos no Mato Grosso: montanhas de milho a céu aberto por falta de armazéns”, observa.
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