
Os programas de crédito postos em prática durante a pandemia do novo coronavírus podem seguir em operação em 2021. O governo pretende usar estas iniciativas para incentivar a retomada econômica no próximo ano.
Entre as propostas estão a manutenção de programas de crédito que deram certo enquanto medidas de resposta à crise gerada pela pandemia, e ainda um programa de microcrédito voltado a beneficiários do Bolsa Família e aos milhões de informais do país.
Em relação à proposta de microcrédito, a estratégia é incentivar estes grupos a ganharem autonomia como MEIs, (Microempreendedores Individuais). A expectativa é que esta seja uma forma de sair da condição de vulnerabilidade, já que em 2020 o empreendedorismo disparou no Brasil como alternativa durante a crise.
O Pronampe, por exemplo, já tem sinal verde do governo para ser um projeto permanente. O programa foi criado durante a pandemia para oferecer um suporte para micro e pequenas empresas. Apesar de apenas uma pequena minoria do público-alvo ter conseguido acesso ao Pronampe, este foi o programa emergencial de crédito para pequenas empresas mais eficiente do período.
Mas para a sequência do programa em 2021, a tendência é que as taxas de juros e garantias do Tesouro Nacional sejam alteradas. Nesse caso, é provável que as garantias diminuam, enquanto as taxas aumentem.
Transformar o Pronampe em ação permanente é uma reivindicação de parlamentares, principalmente do Senado. A medida deve contribuir para melhorar a relação com o Congresso e abrir caminho para aprovar propostas de ajuste fiscal, como retirar a obrigação de reajuste de certas despesas do Orçamento.