Plano Safra 23/24 deve ter juros ao produtor como prioridade na sua formulação

O Ministério da Agricultura pretende reduzir juros no próximo Plano Safra, referente a 2023/24, mas para tanto precisará de “força política”, disse nesta terça-feira (14) o indicado para a Secretaria de Política Agrícola da pasta, Neri Geller, em meio a embates do governo com o Banco Central sobre o nível adequado da taxa e preocupações com a inflação.

“Acho que a taxa de juros, sim, é bastante elevada… vamos ver qual é a força política que nós temos para buscar a equipe econômica (para a redução dos juros)”, afirmou durante seminário do Lide Agronegócios, citando que reconhece que o país tem dificuldades orçamentárias.

Recentemente, integrantes do governo atual e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm questionado o patamar da taxa básica de juros do país, a Selic, defendendo que não haveria justificativa para o nível de 13,75% ao ano definido pelo Banco Central.

No agronegócio, o Plano Safra 2022/23 conta com taxas de juros entre 5% e 6% ao ano para o Pronaf (programa da agricultura familiar), enquanto os médios produtores possuem tarifas de 8% ao ano.

Em programas como o da ABC (agricultura de baixo carbono) e a PCA (linha de crédito que financia armazéns agrícolas) os juros podem chegar a 8,5% ao ano.

(Fonte: Forbes)

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