PLANO SAFRA 2023/24: ENTIDADES DO AGRO ESPERAM AMPLIAÇÃO DOS RECURSOS PARA ARMAZENAGEM

Armazenagem: um dos grandes gargalos do Agronegócio

**Por JOÃO LUIZ AGNER REGIANI, CEO da J. Regiani Consultoria

Sob a ótica das entidades representativas do agronegócio, a expectativa em relação ao Plano Safra 2023/2024 no que diz respeito a recursos para armazenagem é de que haja uma ampliação das linhas de crédito para a construção, ampliação, reforma e modernização de armazéns.

Isso ocorre porque a capacidade de armazenagem de produtos agropecuários é fundamental para a segurança alimentar e para garantir o abastecimento de alimentos em períodos de entressafra. Além disso, a falta de armazéns adequados pode levar à perda de produção e reduzir a rentabilidade dos produtores rurais.

Assim, as entidades representativas do agronegócio defendem que o governo brasileiro aumente o volume de recursos disponíveis para as linhas de crédito destinadas à construção e modernização de armazéns, a fim de incentivar os produtores rurais a investirem em infraestrutura de armazenagem e melhorarem a logística do setor.

Além disso, as entidades também podem defender que as condições de financiamento para as linhas de crédito de armazenagem sejam mais favoráveis, com taxas de juros menores e prazos mais longos, para tornar o crédito mais acessível aos produtores rurais.

Assim, a expectativa das entidades representativas do agronegócio em relação ao Plano Safra 2023/2024 no que diz respeito a recursos para armazenagem é de que haja uma ampliação das linhas de crédito e condições de financiamento mais favoráveis para incentivar o investimento em infraestrutura de armazenagem.

O DÉFICIT DE ARMAZENAGEM PODE CAUSAR PREJUÍZOS À TODA CADEIA PRODUTIVA

O déficit de armazenagem pode causar vários prejuízos ao agronegócio, como:

  1. Perda de produtos: sem um local adequado para armazenar os produtos agrícolas, há maior risco de perdas por deterioração, pragas e intempéries. Isso pode resultar em uma diminuição na quantidade e qualidade dos produtos, afetando a produtividade e o lucro do produtor.
  2. Custo adicional: a falta de espaço para armazenamento pode obrigar os produtores a vender seus produtos rapidamente, mesmo que o preço não esteja favorável, a fim de evitar mais perdas. Além disso, a necessidade de alugar espaços de armazenagem externos pode aumentar os custos operacionais.
  3. Dificuldades de planejamento: a falta de armazenagem pode afetar a capacidade dos produtores de planejar a distribuição de seus produtos ao longo do tempo, já que eles precisam vendê-los rapidamente ou correm o risco de perdê-los.
  4. Instabilidade no mercado: sem armazenagem adequada, a oferta e a demanda podem ser afetadas, o que pode levar a flutuações de preços e instabilidade no mercado.
  5. Impacto na cadeia produtiva: o déficit de armazenagem pode afetar não apenas os produtores, mas toda a cadeia produtiva, incluindo distribuidores, processadores e varejistas, que podem sofrer com a falta de produtos ou com preços mais elevados.

Em síntese, a falta de armazenagem adequada pode afetar negativamente a rentabilidade e a competitividade do agronegócio, além de causar impactos sociais e ambientais. É importante investir em infraestrutura de armazenagem para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do setor.

A NOSSA CONSULTORIA ESTÁ ATENTA AO PLANO SAFRA 2023/24

A J. REGIANI CONSULTORIA está atenta ao Plano Safra 20223/24, bem como em relação às condições que estão sendo negociadas pelas entidades do agronegócio junto ao governo federal, a fim de prestar a melhor assessoria possível aos seus clientes do agronegócio.

Caso o agricultor tenha alguma dúvida ou necessidade de assessoramento basta este entrar em contato com a nossa consultoria para que possamos levar as melhores soluções para o seu empreendimento rural (contato (44) 99112-8800 – Cel/WhatsApp)

Plano Safra 23/24 deve ter juros ao produtor como prioridade na sua formulação

O Ministério da Agricultura pretende reduzir juros no próximo Plano Safra, referente a 2023/24, mas para tanto precisará de “força política”, disse nesta terça-feira (14) o indicado para a Secretaria de Política Agrícola da pasta, Neri Geller, em meio a embates do governo com o Banco Central sobre o nível adequado da taxa e preocupações com a inflação.

“Acho que a taxa de juros, sim, é bastante elevada… vamos ver qual é a força política que nós temos para buscar a equipe econômica (para a redução dos juros)”, afirmou durante seminário do Lide Agronegócios, citando que reconhece que o país tem dificuldades orçamentárias.

Recentemente, integrantes do governo atual e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm questionado o patamar da taxa básica de juros do país, a Selic, defendendo que não haveria justificativa para o nível de 13,75% ao ano definido pelo Banco Central.

No agronegócio, o Plano Safra 2022/23 conta com taxas de juros entre 5% e 6% ao ano para o Pronaf (programa da agricultura familiar), enquanto os médios produtores possuem tarifas de 8% ao ano.

Em programas como o da ABC (agricultura de baixo carbono) e a PCA (linha de crédito que financia armazéns agrícolas) os juros podem chegar a 8,5% ao ano.

(Fonte: Forbes)

ATRASO NA ENTREGA DE INSUMOS COLOCA EM RISCO SAFRA 2021/22

A ameaça de falta de insumos para o plantio da safra 2021/2022 – que já está autorizado na maior parte do País – é motivo de preocupação para a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). A entidade vem recebendo nos últimos meses informações de sojicultores sobre atrasos na entrega – e o que é mais preocupante – de cancelamento de contratos e de pedidos de compra de fertilizantes e defensivos, entre eles do herbicida glifosato, um dos mais utilizados no planeta.

Na prática, a falta destes produtos pode comprometer a produção rural brasileira, que é o principal alicerce da economia do País na atualidade. Isso porque a não aplicação de insumos no momento correto do plantio de soja e de milho reduzirá o volume e a qualidade da safra de grãos produzidos no País.

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PLANO SAFRA 2021/2022 É LANÇADO COM R$ 251 BILHÕES

Fonte: Canal Rural

O governo federal lançou nesta terça-feira,22, no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2021-2022, que contará com R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de 6,3% ou R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.

aporte do Tesouro Nacional para a equalização de juros foi de R$ 13 bilhões, mas o Ministério da Agricultura desejava R$ 15 milhões para que Plano Safra deste ano pudesse se equiparar ao anterior.

Estão sendo ofertados no total R$ 165,2 bilhões (7% a mais que no ciclo passado) a juros controlados e R$ 86 bilhões a juros livres (5% a mais que no plano anterior).

Do total, R$ 177,78 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (contra R$ 179,38 bilhões na safra passada) e R$ 73,45 bilhões serão para investimentos (contra R$ 56,92 bilhões na safra passada). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo coronavírus.

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