Para fortalecer o setor de energias renováveis no Ceará, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) pretende investir R$ 8 bilhões nos próximos anos. A informação dos investimentos foi anunciada em primeira mão por Roseane Medeiros, secretária executiva da Sedet. Segundo Roseane, há uma empresa que está prestes a construir uma nova usina de produção de energia solar na região de fixará, no município de Abaiara.
Na última terça-feira (14/09), a Câmara de Vereadores da cidade de Uruguaiana aprovou o projeto de lei de autoria Executiva que trata da concessão de área de 7,85 hectares para a instalação de uma Usina de Biomassa no município localizado no Rio Grande do Sul. O empreendimento receberá um investimento de R$ 50 milhões e pode gerar 300 novos empregos de forma direta e indireta.
De acordo com a empresa que instalará a usina de biomassa, o projeto estima produção mensal de 8 MW de energia – o que é capaz de atender uma cidade com 100 mil habitantes. A iniciativa pretende gerar cerca de 100 empregos diretos e indiretos. Dos R$ 50 milhões destinados à instalação que serão aplicados, cerca de R$ 3 milhões ficarão com o município. A instalação da usina vai contribuir para o incremento no índice de retorno do ICMS.
Nos últimos anos, presenciamos uma onda de preocupações com meio ambiente, ética e sustentabilidade em todo o mundo. Tudo isso ganhou ainda mais força após três letras fazerem sucesso no mercado: ESG. De forma simples, ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance. O termo é usado para se referir às práticas ambientais, sociais e de governança.
Por que o futuro está no ESG? Isso acontece devido às métricas ESG estarem atreladas ao investimento e gestão responsáveis. Mas a aceleração veio quando essas métricas passaram a ter cada vez mais relevância no mercado. Isso é tão realidade hoje em dia que elas se tornaram pilares que sustentam algumas das principais atividades dentro das organizações. ESG é prioridade de gestão, de posicionamento, de visão de futuro e do legado que se quer deixar, uma vez que ter métricas destes impactos é a grande virada.
Para se ter uma ideia desse crescimento, uma pesquisa global da consultoria Mazars apontou que, dos 37 bancos analisados (sendo dois brasileiros), 87% das instituições financeiras afirmaram que agora oferecem produtos com características responsáveis a seus clientes. Em 2020 a média era de 47%.
O Desenvolve SP lançou, no último dia 5/06, a Linha Economia Verde (LEV) – Saneamento e Resíduos, voltada ao financiamento de projetos de preservação da água e tratamento de resíduos sólidos de micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa integra a série de medidas da instituição financeira para estimular a retomada da economia de forma sustentável para as empresas, o meio ambiente e a sociedade.
“É urgente compreender que as empresas precisam ir além dos resultados financeiros e se tornarem responsáveis também pela sustentabilidade ambiental e social. O Desenvolve SP, como banco do empreendedor, tem a missão de estimular esse novo modelo econômico mais sustentável, direcionando recursos neste sentido”, afirma Nelson de Souza, presidente da instituição.
Os recursos da linha LEV – Saneamento e Resíduos provêm da parceria inédita entre o Desenvolve SP, a International Finance Corporation – IFC e o Santander Brasil, por meio da qual o banco estadual captou US$ 100 milhões (cerca de R$530 milhões) para financiamento de projetos sustentáveis de empresas paulistas. Deste total, 25% (cerca de R$130 milhões) serão fornecidos pela nova linha; e 75% serão disponibilizados para obras do programa de despoluição Novo Rio Pinheiros.
Micro, pequenas e médias empresas podem solicitar crédito para financiamento de projetos de preservação da água e gestão resíduos com condições favoráveis e prazos prolongados.